Ferramentas do Lean 6 Sigma

De maneira geral, as ferramentas do Lean 6 Sigma podem ser classificadas em duas categorias: ferramentas de otimização de processos, que permitem que as equipes desenhem fluxos de trabalho mais eficientes; ferramentas de análise estatística, que permitem que as equipes analisem os dados com mais eficiência. Conheça melhor algumas ferramentas dessas duas categorias.

Quality Function Deployment (QFD)

Essa ferramenta é utilizada para entender os pedidos dos consumidores. Basicamente, o QFD identifica os pedidos do consumidor e os avalia em uma escala numérica. Nessa avaliação, os valores mais altos correspondem aos pedidos essenciais e os mais baixos representam os números ideais para se ter.

Então, várias opções de design são listadas e avaliadas em suas habilidades de atender às necessidades do consumidor. Cada opção de design vale um ponto e aquelas com altas pontuações se tornam soluções preferenciais.

Diagrama de espinha de peixe (Diagrama de Ishikawa)

No Lean 6 Sigma, todos os efeitos são resultados de entradas específicas. Essa relação de causa e efeito pode ser esclarecida tanto utilizando a ferramenta diagrama de espinha de peixe (diagrama de Ishikawa). O diagrama de espinha de peixe ajuda a identificar quais variáveis de entrada devem ser estudadas posteriormente. O diagrama completo se parece com um esqueleto de peixe, de onde originou-se o nome.

Para criar um diagrama de espinha de peixe, deve-se começar com o problema de interesse, a cabeça do peixe. Então, deve-se desenhar a espinha e, saindo da espinha, seis ossos nos quais devem ser listadas as variáveis de entrada que afetam o problema. Cada osso é reservado para uma categoria específica de variável de entrada, como no exemplo abaixo.

Após listar todas as variáveis de entrada em suas respectivas categorias, uma equipe de experts analisa o diagrama. Nessa avaliação, são identificadas duas ou três variáveis de entrada que podem ser a fonte do problema.

Matriz de causa e efeito (C&E)

Essa ferramenta é uma extensão do diagrama de Ishikawa. Ela ajuda as equipes do Lean 6 Sigma a identificar e explorar todas as causas possíveis relacionadas a um problema. Além disso, podem exibir essas informações graficamente. A partir dessas informações, eles podem buscar a raiz desse problema.

Geralmente é usada da fase de medição da metodologia DMAIC.

Failure Mode and Effect Analysis (FMEA)

O FMEA é a ferramenta que combate a probabilidade de erros, identificando se um novo produto, processo ou serviço pode falhar. O FMEA não se preocupa apenas com problemas do próprio projeto Lean 6 Sigma, mas com outras atividades e processos relacionados ao projeto.

É similar ao QFD em suas instalações. Primeiro, uma lista de possíveis situações de falhas é criada  e avaliada por grau de importância. Então, uma lista de soluções é apresentada e posicionada a partir da eficácia com que cada uma resolve o problema. Isso gera pontuações que permitem que a equipe priorize o que pode dar errado. A partir disso, pode-se desenvolver medidas preventivas feitas para essas situações de falha.

 T-Teste

No Lean 6 Sigma, é preciso estabelecer um nível de confiança sobre suas medições. Geralmente, um tamanho de amostra maior é desejável quando se roda qualquer teste. Porém, às vezes isso não é possível.

Nesses casos, utiliza-se o T-Teste. Essa ferramenta auxilia as equipes do Lean 6 Sigma a validar os resultados de testes usando tamanhos de amostra que vão de 2 a 30 pontos de dados.

Gráficos de Controle (Controle Estatístico de Processo ou CEP)

O Controle Estatístico de Processo utiliza-se das técnicas estatísticas para monitorar e controlar a variação dos processos. O Gráfico de Controle é a primeira ferramenta do CEP.

O resultado é uma representação visual do processo. Ela contém três componentes principais: uma linha central, um limite de controle superior e um limite de controle inferior.

Os gráficos de controle são usados para monitorar a variação em um processo e determinar se a variação está dentro dos limites esperados. Se não estiver, ela pode resultar de um problema ou de uma mudança fundamental no processo.

Design of Experiments (DOE)

Quando um processo é otimizado, todas as entradas são ajustadas para fornecer a melhor e mais estável saída. O difícil, claro, é determinar o que aqueles ajustes de entradas podem ser. Um desenho de experimentos, ou DOE, é uma ferramenta que pode ajudar a identificar os ajustes de entrada otimizados.

Realizar um DOE pode levar tempo, mas as vantagens são significativas. A maior recompensa é a compreensão obtida no processo.

Modelo DMAIC

É importante destacar que essas ferramentas devem ser usadas no modelo DMAIC. O processo é tão importante quanto as pessoas. A maioria das equipes Lean 6 Sigma utiliza o que ficou conhecido como modelo DMAIC de melhoria de processos. A sigla significa:

Definição de oportunidade

Medição de desempenho

Análise de oportunidade

Implementação de melhoria de desempenho

Controle de desempenho

Escala da qualidade

Para dar significado aos números, os engenheiros da Motorola formularam uma escala para avaliar a qualidade de um processo baseado nos resultados desses defeitos. No topo da escala está o 6 Sigma, que equivale a 3.4 DPMO, ou 99,9997% livre de defeitos.

Em outras palavras, se você tem um processo funcionando em nível 6 Sigma, então eliminou quase todos os defeitos. Ou seja, o processo é quase perfeito.

É claro que muitos processos não funcionam no nível 6 Sigma. Eles rodam no 5 Sigma, 4 Sigma, ou anteriores, o que mostra grandes oportunidades para melhoria de performance nos processos.

Você pode conferir os valores de cada desvio nesse post.

Essas são as ferramentas mais utilizadas no Lean 6 Sigma. Agora que você conhece melhor cada uma delas, que tal aplicar o Lean 6 Sigma na sua empresa? Acesse o site e conte com o apoio da Iwankio nesse processo.

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